O professor da EPGE Escola Brasileira de Economia e Finanças (FGV EPGE) Francisco Costa, juntamente com seus coautores Dimitri Szerman e Juliano Assunção receberam o Prêmio Haralambos Simeonidis 2025 na categoria Artigo, com o trabalho intitulado “The Environmental Costs Of Political Interference: Evidence From Power Plants In The Amazon”.
O estudo publicado no Journal of Public Economics analisa os impactos da construção de dez usinas hidrelétricas na Amazônia brasileira sobre o desmatamento. A pesquisa evidencia que o licenciamento ambiental, quando conduzido em conformidade com as recomendações técnicas, é eficaz na prevenção da perda de floresta. Contudo, a interferência política nos processos de licenciamento resultou em desmatamento não autorizado, como observado nos casos das barragens de Belo Monte, Jirau e Santo Antônio, responsáveis por 72.900 hectares de desmatamento.
Utilizando o método de controle sintético e o inventário de potenciais locais hidrelétricos, o estudo estima que a construção das dez usinas contribuiu com 13% da perda florestal registrada em um raio de 50 quilômetros ao redor dos empreendimentos. Esse impacto, entretanto, concentra-se em apenas quatro usinas, três das quais receberam licenças em desacordo com pareceres técnicos. Em contraste, as demais usinas aprovadas tecnicamente apresentaram efeitos insignificantes. Os resultados ressaltam tanto a relevância de regulamentações ambientais rigorosas quanto sua vulnerabilidade diante de pressões políticas.
Essa é a segunda vez consecutiva que professores da EPGE são premiados. Em 2024 os professores da EPGE Leandro Gorno e Lucas Maestri, juntamente com seus coautores Mehmet Ekmekci, Jian Sun e Dong Wei, receberam o Prêmio Haralambos Simeonidis também na categoria Artigo, com o trabalho intitulado “Learning from Manipulable Signals”.
Criado em 1982 pela ANPEC, o Prêmio Haralambos Simeonidis reconhece anualmente os melhores trabalhos acadêmicos nas categorias Artigos e Teses de Doutorado, estimulando atividades de reflexão e a pesquisa em Economia no Brasil.
Repercussão na mídia: