Prof. Ney Coe de Oliveira

Diretor administrativo da FGV/EPGE de 1971 a 1995, o Professor Ney Coe de Oliveira, nascido em 2 de setembro de 1920, é símbolo do espírito de rigor, dedicação e devoção ao ensino e pesquisa que caracteriza a escola.

Em uma época em que a estrutura da Fundação Getulio Vargas era muito mais limitada, e tudo estava por se fazer e ordenar, o Professor Ney, como era carinhosamente chamado por gerações de mestres e alunos, teve um papel fundamental na construção da FGV/EPGE. Acumulando funções que hoje estão divididas entre diversas áreas e profissionais, ele cuidava de toda a parte administrativa e também assessorava o corpo de professores em questões burocráticas e até acadêmicas.

Com uma sólida formação, que incluiu as áreas de Pedagogia, Química, Matemática e Filosofia (disciplina na qual obteve grau de doutor pela Pontifícia Universidade Gregoriana, em Roma), o Professor Ney sempre nutriu a visão de que o papel de um centro de excelência, como a FGV/EPGE, é o da especialização das elites culturais, tendo em vista o bem comum da sociedade.

Personagem assíduo e festejado de formaturas de mestres e doutores da FGV/EPGE, e homenageado com uma placa na Secretaria da Escola, o Professor Ney era também conselheiro da Fundação. Além disso, colaborou graciosamente com a administração da Escola, com seus conselhos, experiência e conhecimento dos meandros institucionais do mundo acadêmico brasileiro.

Conhecido pelo rigor, e até certa severidade, nos seus tempos de diretor administrativo, o Professor Ney também se notabilizou como um fenômeno em termos de capacidade de organização. Com o seu diligente trabalho, por anos a fio, em uma época em que se contava exclusivamente com documentos datilografados, foram organizados arquivos completíssimos, de grande valia para a implantação do programa acadêmico com o registro de todos os alunos desde o início da FGV/EPGE.

Acima de tudo, a maior marca do Professor Ney na história da FGV/EPGE sempre foi a lição de amor ao projeto da Escola e a confiança de que era possível montar no Brasil um centro acadêmico de nível equiparável ao dos melhores do mundo. Pelo seu trabalho e pela ajuda desinteressada que sempre prestou, os alunos e professores da FGV/EPGE, de hoje e do passado, agradecem efusivamente. Saudades, Mestre.